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Cultura organizacional

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Como estão os treinamentos corporativos com o fim da pandemia?

Está na hora de repensar as formas de ensino corporativo tradicionais. O e-learning é flexível e adaptável às necessidades e preferências de aprendizagem de cada indivíduo, além de levar a uma melhor retenção de conhecimentos e melhor desempenho no local de trabalho

Colunista Luiz Alexandre Castanha

Luiz Alexandre Castanha

31 de Maio

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Artigo Como estão os treinamentos corporativos com o fim da pandemia?

Maior crise sanitária dos últimos 100 anos, recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o fim da emergência de saúde pública de Importância internacional relativa à covid-19. O anúncio não significa o fim da pandemia e nem que já podemos baixar a guarda, mas sim que está na hora de de fazer a transição para um tratamento comum a outras doenças infecciosas.

Como resultado dos esforços de distanciamento social da covid-19, houve uma movimentação em larga escala para o ensino online – seja no modelo tradicional como no corporativo.

A mudança fez com que os educadores experimentassem novas abordagens, algumas das quais nunca haviam pensado antes. Os meses da pandemia foram, então, um período de experimentação do qual puderam emergir novos aprendizados.

Algumas novas abordagens funcionaram bem. E, de experiências não planejadas e realizadas de maneira emergencial como uma maneira de não paralisar o aprendizado, cada vez mais empresas e escolas descobrem que, de um ensino alternativo devido à crise, é possível transformá-lo em um modelo permanente de sucesso.

De que maneira? Investindo no desenvolvimento de uma experiência coerente e construída com base em princípios de design instrucional com o objetivo de desenvolver experiências coesas de alta qualidade.

Os componentes dessas experiências online incluem metodologias e contextos digitais de aprendizagem, com ferramentas, simuladores e sistemas de apoio. Em um mundo onde o bate-papo por vídeo tornou-se um item básico em reuniões, é possível retirar as "amarras" ao trocar a imagem real por um avatar, já colocando em prática alguns conceitos do metaverso.

O aluno pode controlar o personagem para realizar diferentes ações, como se jogasse videogame. Este tipo de atividade coloca todo o protagonismo em suas mãos, os motivará e os deixará mais interessados e com vontade de aprender por mais tempo.

Tecnologias como inteligência artificial, realidade virtual e realidade aumentada também podem ser utilizadas de maneira disruptiva. A construção civil, por exemplo, é um setor que pode se beneficiar desses recursos. Algumas das oportunidades para melhorar treinamentos nesse setor incluem interações em ambientes virtuais que simulam canteiros de obra reais, planejamento, execução e identificação de problemas de projeto.

E todas essas inovações prometem abrir as portas do ensino a distância para cada vez mais empresas. Um relatório recente divulgado pelo Market Watch apurou que apenas o mercado mundial de e-learning corporativo faturou mais de US$ 25 bilhões em 2022, com um potencial de atingir quase US$ 55 bilhões em 2030.

Embora muitas empresas utilizem o ensino corporativo para integração, conformidade e outros assuntos obrigatórios, o aprendizado online pode ser usado para fornecer uma ampla variedade de outros conteúdos de treinamento, desde capacitações técnicas até desenvolvimento de habilidades interpessoais.

Flexível e adaptável às necessidades e preferências de aprendizagem de cada indivíduo, a modalidade pode levar a uma melhor retenção de conhecimentos e melhor desempenho no local de trabalho, seja remoto, no escritório ou híbrido.

O e-learning tem sido tradicionalmente visto por muitos como um caminho alternativo à educação corporativa tradicional. Mas, agora que você sabe como ele é uma ferramenta indispensável no aprendizado de equipes, é hora de repensar a estratégia de treinamento e desenvolvimento de talentos para o futuro!

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Autoria

Colunista Luiz Alexandre Castanha

Luiz Alexandre Castanha

Luiz Alexandre Castanha é CEO da NextGen Learning, administrador de empresas com especialização em gestão de conhecimento e storytelling aplicado à educação, coautor do livro Olhares para os Sistemas.

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