fb-embed

Liderança

3 min de leitura

Habilidade para a zona de desconforto

Nada será como antes da pandemia, tanto no mundo real, quanto no empresarial. Depois desses dois anos, a lição que fica é: não se deve repetir o padrão histórico

Colunista Elisa Rosenthal

Elisa Rosenthal

11 de Abril

Compartilhar:
Artigo Habilidade para a zona de desconforto

Em março último, vivi minha primeira experiência de um grande evento – um com mais de mil pessoas – nestes tempos pós-pandemia.

Palestrar no palco para uma audiência de um grande número de pessoas me fez reviver um pouco do mundo do qual estávamos afastados há mais de dois anos, mas ainda estávamos todos com máscaras naquele momento.

Já no mês de abril, houve a liberação do uso de máscaras em ambientes externos em todos os estados brasileiros. E, de alguma maneira, isso colocou em risco a percepção dos aprendizados da pandemia, percepção muito debatida nos últimos meses, inclusive por mim aqui nesta coluna.

É essencial entender que não estamos voltando ao que éramos antes e como estávamos acostumados a viver até março de 2020. Basta ver que o trabalho híbrido tornou-se imperativo dentro da esfera empresarial, e a recente medida provisória nº 1.108, regulamentando a "prestação de serviço fora das dependências do empregador", veio confirmar o fato.

Nas organizacões, não deve haver mais dúvidas de que o ambiente virtual agora é parte fundamental no relacionamento entre equipes e sua gestão. O exercício do trabalho pode ser acompanhado em tempo real, por meio de e-mails, redes sociais, aplicativos de compartilhamento – e decisões estratégicas foram colocadas também nas mãos dos que estão na linha de frente.

Empresas e setores que antes não se abriam para essa possibilidade híbrida não devem mais se enganar. Mesmo sem usar máscaras ao ar livre, a sociedade vive uma nova realidade, que não é nem nunca será igual à que vivíamos antes de 2020.

Zona de desconforto

O conforto que sentimos ao tirar as máscaras em ambientes públicos deveria ser o estímulo para pensarmos na zona de desconforto, pois é nela que iremos buscar novas soluções de engajamento de pessoas, especialmente em times empresariais.

Charlene Li é autora de seis livros, incluindo o best-sellerMindset da Disrupção e, em uma recente entrevista para a Forbes, ela antecipa o cenário daqui a uma década, afirmando que nesta projeção de futuro deveremos estar desconfortáveis com os padrões históricos e que teremos que enfrentar essa sensação de desconforto. (Charlene Li também deu uma entrevista exclusiva a HSM Management sobre os líderes necessários aos novos tempos, disruptadores, que é mais verdadeira do que nunca em tempos de desconforto; você pode conferiraqui.)

Se algo lhe parecer estar como “antes”, é hora de você se sentir desconfortável, portanto. É justamente esse padrão histórico que não queremos e nem devemos repetir.

Em 2032, enfatiza Charlene, "o líder faz as perguntas e não distribui apenas as tarefas. A equipe faz o trabalho e explora a diversidade de pensamento. Coragem e confiança vão reinar. Formar equipes e gerar confiança é tudo que as equipes precisarão entender antes de executar."

É a confiança se consolidando como habilidade socioemocional em ambientes de desconforto, aprendizagem e responsabilidade nas tomadas de decisões. Essa habilidade que recebe ainda mais destaque quando ambientes de trabalho virtuais, como o metaverso, aparecem em nossa dinâmica corporativa.

A confiança que foi e é necessária para que possamos tirar nossas máscaras sem medo também é o elemento fundamental para nos relacionarmos de forma síncrona e assíncrona nesta realidade híbrida e cada vez mais real.

Compartilhar:

Colunista

Colunista Elisa Rosenthal

Elisa Rosenthal

Elisa Rosenthal

Elisa Rosenthal é a diretora presidente do Instituto Mulheres do Imobiliário. LinkedIn Top Voices, TEDx Speaker, produz e apresenta o podcast Vieses Femininos. Autora de Proprietárias: A ascensão da liderança feminina no setor imobiliário.

Artigos relacionados

Imagem de capa Liderança com propósito e ambidestria são chaves para seguir empreendendo em 2024

Liderança

07 Fevereiro | 2024

Liderança com propósito e ambidestria são chaves para seguir empreendendo em 2024

Compreender o passado, para refazer o futuro e alinhado com propósitos necessários que 2024 precisa

Fábio Hayashi

4 min de leitura

Imagem de capa Caito Maia e o perfil do CEO da nova economia

Liderança

08 Dezembro | 2023

Caito Maia e o perfil do CEO da nova economia

Os líderes de empresas de tecnologia não têm o monopólio da liderança adequada à nova economia. Confira o porquê nesta conversa aberta sobre tecnologia, sustentabilidade, arte, negócios e gestão de pessoas com o fundador e CEO da Chilli Beans

Leonardo Pujol

9 min de leitura

Imagem de capa Autoconhecimento para liderar: a diferença entre o estar e ser um grande líder

Liderança

09 Novembro | 2023

Autoconhecimento para liderar: a diferença entre o estar e ser um grande líder

O autoconhecimento precisa ser desenvolvido com foco na liderança. A pessoa-líder deve entender sua história, seus gatilhos, suas perspectivas futuras e a construir a autoliderança para assim exercê-la com empatia e inteligência emocional em seus liderados

Heloísa Capelas

3 min de leitura

Imagem de capa Líder, você possui uma agenda de liderança?

Liderança

25 Outubro | 2023

Líder, você possui uma agenda de liderança?

Agenda consigo mesmo, com o time e com os resultados. Descubra três caminhos de desenvolvimento complementares que diferenciam o líder de média e alta gerência

Valéria Pimenta

5 min de leitura

Imagem de capa Quem não sabe fazer, não sabe liderar

Liderança

31 Julho | 2023

Quem não sabe fazer, não sabe liderar

A liderança de uma empresa deve ser capaz de inspirar os colaboradores, agregar valor e ser resiliente, contribuindo para o engajamento da equipe e, consequentemente, para melhores resultados

Matheus Danemberg

4 min de leitura