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Diversidade

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Duas tendências para evolução da governança colaborativa

A crescente busca por participação feminina e a preocupação com a sustentabilidade são cruciais para o constante avanço do cenário da governança colaborativa. Essas tendências estão transformando o modo como empresas e governos conduzem suas operações e tomam decisões

Farias Souza

24 de Outubro

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Artigo Duas tendências para evolução da governança colaborativa

Os conselhos consultivos têm desempenhado um papel cada vez mais relevante no mundo todo. Hoje, as empresas se conscientizaram que formas mais inclusivas e eficazes de tomar decisões e gerenciar recursos são mais produtivas em longo prazo. Para se ter uma ideia, uma pesquisa recente da Bravo Research projeta o Brasil, daqui a quatro anos, movimentando mais de U$ 785 milhões em soluções e consultorias em governança colaborativa. Dois elementos cruciais têm se destacado nesse cenário de constante evolução: a crescente busca por participação feminina e a preocupação com a sustentabilidade.

A Heidrick & Struggles divulgou o Board Monitor US 2023, estudo sobre tendências na composição dos conselhos de administração em companhias listadas na Bolsa de Valores, incluindo empresas do Brasil e as 500 mais valiosas dos Estados Unidos, que compõem a famosa lista Fortune 500. No grupo de conselheiros iniciantes, observou-se maior diversidade, 41% dos nomeados pela primeira vez foram mulheres.

É preciso reforçar que a busca por maior participação feminina na governança colaborativa não é de hoje. Trata-se de um reflexo da conscientização construída ao longo dos anos sobre a importância da equidade de gênero em todos os setores da sociedade. As organizações estão reconhecendo o poder das mulheres nas tomadas de decisões.

Já no último mês de julho, a Data Makers divulgou um estudo sobre como a liderança empresarial brasileira avalia a pauta ESG. Dos 170 CEOs e C-levels ouvidos, 94% admitiram que a governança ambiental, social e corporativa é extremamente importante ou muito importante para o futuro das empresas. À medida que os desafios ambientais se tornam mais urgentes, as corporações estão reconhecendo a necessidade de incorporar práticas nesse sentido. Uma das ações desenvolvidas com auxílio dos conselhos consultivos é a implementação de políticas e estratégias com o objetivo de promover a gestão sustentável dos recursos.

Essas tendências estão reformulando o modo como empresas e governos conduzem suas operações e tomam decisões. A governança colaborativa, nesse contexto, não apenas se mostra como uma resposta aos desafios recentes, mas também como parte fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e equilibrada.

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Autoria

Farias Souza

Farias Souza é CEO da Board Academy, uma EdTech de formação e desenvolvimento de conselheiros consultivos, independentes, fiscais e de administração de empresas.

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