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Diversidade

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Lei de cotas: o caminho para promover igualdade racial e social

Estamos há 12 anos desta conquistas frente a séculos de desigualdade. Os avanços que pavimentam um futuro mais justo para as próximas gerações continuam e é nosso papel continuar esse trabalho contínuo e fortalecer o movimento contra a desigualdade.

Colunista Ana Fontes

Ana Fontes

19 de Junho

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Artigo Lei de cotas: o caminho para promover igualdade racial e social

Em agosto de 2024, a Lei de Cotas completa 12 anos de existência. Mas o que são 12 anos comparado a 300 de escravidão? O que são 12 anos comparado a anos e anos de falta de oportunidade para aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade social? Enquanto poucos grupos vivem num status de privilégio, a realidade é bem diferente para tantas outras famílias ao redor do Brasil. Entretanto, a aprovação e a renovação dessas medidas é o caminho para diminuir a desigualdade latente existente no Brasil.

Ao longo dessa estrada árdua para a conquista de um direito básico que é a educação, sempre me alegra lembrar que algumas entidades saíram na frente ao separar uma quantidade de vagas para esses grupos muitos anos da concretização da lei, como foi o caso das Universidades Estaduais do Rio de Janeiro e da Bahia e da Universidade Federal de Brasília, que implementaram as cotas em 2002 e 2004, respectivamente.

Para dimensionar a importância de leis como essa, de acordo com um levantamento do Instituto Federal de Tocantins (IFTO) entre o período de 2013 e 2023, cerca de 8770 estudantes ingressaram na instituição por meio das cotas. Mas a verdade é que não precisamos ir tão longe para perceber o impacto positivo na vida de tantos estudantes. Com certeza você que está lendo conhece alguém ou tem algum conhecido que sabe de alguém que teve a chance de concluir o ensino médio ou conquistar o sonho de um curso superior graças às cotas, sejam elas raciais ou sociais.

O acesso à educação, além de minimizar a desigualdade social e racial, é a principal ferramenta para um futuro mais brilhante. É por meio da educação que se criam oportunidades para que as pessoas mais vulneráveis tenham uma vida melhor. O estudo nos ajuda na criação de consciência de classes, auxiliando na identificação, na hora de exercer o direito ao voto, de políticos que vão lutar pelo direito das pessoas menos privilegiadas.

Como tudo na vida, o acesso à educação também é um ato político, um ato que interfere na sociedade toda, sendo nosso dever não só o exercer, mas também ter acesso a ele, independentemente da cor da nossa pele ou da nossa situação social.

Sem dúvida nenhuma nada disso apaga 300 anos de escravidão e mais tantos outros de desigualdade social para a maioria dos cidadãos brasileiros, mas certamente cria-se um cenário mais justo para os nossos filhos, para os filhos deles e todos os outros que vierem após nós.

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Colunista Ana Fontes

Ana Fontes

Ana Fontes

Ana Fontes é empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME. É vice-presidente do Conselho do Pacto Global da ONU Brasil e Membro do Conselhão da Presidência da República – CDESS. Além disso, é delegada líder do W20, grupo de engajamento do G20. Conselheira da Seguros Unimed, do Instituto Avon e da UAM/Grupo Anima. Foi vencedora dos Prêmios: Empreendedor Social 2023, na categoria Inclusão Social e Produtiva, e do Executivo de Valor 2023, na Categoria Empreendedorismo Social. Foi eleita uma das mulheres mais poderosas do Brasil pela Revista Forbes Brasil, em 2019, e capa da edição sobre Diversidade, Inclusão e Equidade, em 2022. Em março de 2022 lançou seu primeiro livro: “Negócios: um assunto de mulheres - A força transformadora do empreendedorismo feminino”.

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