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Gestão de pessoas

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Tendências e transformação do RH – parte 2

O controle presencial e remoto do trabalho e dos comportamentos de colaboradores está entre as principais tendências do RH, ampliando o uso de ferramentas de realidade virtual e realidade aumentada

Colunista HSM Management

HSM Management

18 de Outubro

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Artigo Tendências e transformação do RH – parte 2

Na segunda e última parte desta série de artigos, apresentamos mais cinco tendências do RH. No geral, as tendências listadas neste artigo têm um ponto em comum: o monitoramento, influência e o controle dos comportamentos e do trabalho de colaboradores.

Os conceitos, práticas e ferramentas descritas ampliam as discussões sobre o tema da vigilância dentro e fora das organizações e complementam o conjunto de tendências descritas na primeira parte desta série, que são: (1) Liderança com responsabilidade social; (2) A procura da personalidade antifrágil; (3) Fim dos parceiros de negócios; (4) O escritório híbrido; (5) Desafio do engajamento remoto; (6) Mapeamento de habilidades adjacentes. Confira, a seguir, a segunda parte:

7. Mais cutucadas e menos controle

Olhando para a ciência comportamental, o conceito de nudge pressupõe reforçar ou sugerir ações para influenciar os comportamentos do cotidiano e, preferencialmente, a tomada de decisões. O conceito é aplicado tanto para indivíduos quanto para grupos. Para quem não conhece o conceito, vale a pena consultar Nudge: o Empurrão para a escolha certa, de Cass Sunstein e Richard Thaler.

Atualmente, com os protocolos de vacinação, nos escritórios há diversas mensagens que influenciam na tomada de decisões as pessoas, como, por exemplo, placas de distanciamento social e indicações de áreas restritas.

No entanto, existem alternativas que ajudam a influenciar o comportamento de funcionários e que evitam o policiamento de atitudes e o microgerenciamento de comportamentos. Redesenhar os espaços e as dinâmicas dos escritórios é uma alternativa, por exemplo. Em um artigo, a Cushman & Wakefield analisa como o uso de um carpete escuro faz com que as pessoas tenham a tendência “natural” de manter uma distância desejada.

Desse modo, o conceito de nudge pode ser aplicado em diversas áreas do RH, direcionando colaboradores com um “empurrãozinho”, evitando o uso do policiamento e do controle de comportamentos.

8. Guia pessoal do usuário

Personalização é uma tendência dos últimos anos que deve ser mantida. Desse modo, o RH deve continuar operando com os guias pessoais de usuários. Para os profissionais e empresas que não têm familiaridade com o tema, esse tipo de guia é utilizado para orientar as pessoas na lida com parceiros de trabalho.

Qualquer empresa ou setor de RH pode criar o seu próprio guia. A seguir, uma lista de perguntas pode ajudar na elaboração do material, ressaltando que após ser criado, o guia deve compartilhado entre os membros da organização:

1. Seja verdadeiro com o outro.

2. Reduza a perda de tempo e avance rapidamente para discussões mais ricas e eficientes.

3. Torne expectativas extremamente claras, sendo um ponto de referência comum.

4. Faça um contrato social sobre como você pode se relacionar.

5. Mostre como você deseja construir confiança na comunicação.

6. Mostre, não venda, transparência.

7. Torne-se mais previsível e autêntico para os membros de sua equipe.

8. Mostre seu respeito pelos membros de sua equipe pelo que eles fazem, mas acima de tudo por quem eles são.

9. Compartilhe seus pontos fracos, colocando-os sobre a mesa.

10. Transforme os guias de usuário em um exercício de autoconsciência.

9. Rastreamento

Com o trabalho totalmente remoto ou híbrido, boa parte dos empregadores têm a necessidade de rastrear e controlar as atividades de seus colaboradores. Por isso, nos últimos anos, principalmente durante este período de pandemia, houve um aumento no investimento e uso de softwares de monitoramento de funcionários, como o Controlio, Hubstaff, CleverControl, StaffCop, dentre outros de uma lista que só aumenta.

Essa tendência vem sendo denominada com um conceito positivista de “escuta contínua”. No entanto, do ponto de vista mais crítico, a prática vem sendo chamada de “rastreamento contínuo” e as discussões sobre o rastreamento digital dos funcionários tendem a crescer ainda mais na sociedade e, sem dúvida, no trabalho do RH.

10. Uso de RV e RA

Assim como ocorreu no ano passado, o uso de realidade aumentada (RA) e realidade virtual (RV) aumento em 2021. Para o RH, essa tendência revela diversas oportunidades para o investimento e uso voltado para a seleção, integração, treinamento, reuniões e employer branding das empresas. Para entender melhor essa tendência, confira o estudo Seeing is believing: how VR and AR will transform business and the economy da PwC.

11. Formação de líderes

Ao longo dos últimos anos, as empresas procuram por líderes do RH que tenham uma personalidade mais equilibrada, com capacidade para gerenciar a si próprios, equipes e organizações. Trata-se de um perfil de líder que inspira e sabe ouvir, sendo estratégico, racional e operacional. Em síntese, esse tipo de líder é visto como um treinador ágil, concentrado e colaborativo, tendo a expertise da escuta ativa e da mentalidade antifrágil para lidar com inúmeras incertezas.

No entanto, muitas empresas têm dificuldade de encontrar esse tipo de perfil, e o problema não está somente na busca, mas na formação de líderes que apresentam essas características. Dessa maneira, uma das tendência é detectar, contratar e aprimorar profissionais que apresentam parte das características do líder equilibrado, ágil, antifrágil e com escuta ativa. Em síntese, para as empresas, de nada adianta a procura por grandes líderes se ninguém está formando esse tipo de liderança.

EVENTO: Para humanizar a gestão de pessoas

Olhando para boa parte dessas tendências e adicionando novas camadas no futuro desafio do RH, a LG lugar de gente, promove o evento online Conexão LG - Humanizar com tecnologia: uma nova perspectiva para a gestão de pessoas. O encontro virtual acontece no próximo dia 20 de outubro, com início às 9h. Para se inscrever e conferir a programação do encontro, basta acessar o site do evento.

Ao longo da programação, participam dos debates o filósofo, professor e doutor em educação, Mário Sérgio Cortella, o diretor da HR Trend Institute – Amsterdã, Tom Haak, o cofundador da HSM, José Salibi Neto e a fundadora do Movimento Black Money, Nina Silva.

O evento conta ainda com a participação de Augusto Lins, presidente da Stone Pagamentos; Eduardo Farah, consultor e professor mindfuss; Felipe Azevedo, presidente da LG lugar de gente; Heverton Peixoto, presidente da Wiz; Marcello Porto, vice-presidente da LG lugar de gente; e Gabrielle Teco, CEO da Qura Editora e diretora-executiva da HSM Management.

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