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Liderança, times e cultura

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“Se nós conseguirmos fornecer a oportunidade de estudo, água, tecnologia, se inovar e entregar, temos a mina de ouro nas nossas mãos que são as favelas”, destaca CEO da Boogie Naipe

No painel sobre a favela contemporânea, a tentativa é transformar a visibilidade da favela e entender como sua própria riqueza pode ajudar quem está lá a participar do desenvolvimento social

Guilherme Batista

10 de Março

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Artigo “Se nós conseguirmos fornecer a oportunidade de estudo, água, tecnologia, se inovar e entregar, temos a mina de ouro nas nossas mãos que são as favelas”, destaca CEO da Boogie Naipe

“Está tudo aqui e só precisamos nos desprender do preconceito.”

É dessa maneira que Eliane Dias, CEO da produtora musical Boogie Naipe, que cuida dos Racionais MC’s, inicia a discussão do painel “Favela-X e Favela 3D: a corrida social”, no SXSW 2024.

Ao lado Renata Ruggiero, da CCR, Nina Rentel Scheliga, Diretora de Tecnologias Sociais na Gerando Falcões, e Mayara Lyra, a Casa SP, iniciativa da InvestSP, agência de desenvolvimento do Estado de São Paulo, que tem como objetivo desenvolver o Estado por meio da atração de investimentos, promoção de exportações, incentivo à inovação e melhorias no ambiente de negócios, foi palco de um momento crucial de tornar visível as transformações que estão ocorrendo nas favelas de São Paulo e quais são os principais projetos que dão autonomia às pessoas que vivem nestes locais.

A Gerando Falcões atua com diversas conexões sociais, desde remodelagem, até assistência em saúde e até esforços sociais. A ideia, com o Programa Decolagem, é também trazer vários mentores para ajudar as famílias que estão procurando superar as barreiras que existem neste país tão desigual, desde problemáticas de gêneros até questões relacionadas à juventude.

A tentativa, então, é personalizar soluções. Nina Scheliga traz essa perspectiva para mostrar que não há uma unidade de entendimento e que é necessário um tempo dedicado e atenção para que as oportunidades sejam criadas e alternativas sejam co-criadas pelas pessoas.

“Antecipar as soluções não são coisas fáceis. Precisamos fazer leituras das disposições e inclinações das famílias também. Por isso usamos inteligência artificial para isso, mas sempre procurando compreender como usá-la a nosso favor e não reproduzir problemáticas”, destaca a Diretora de Tecnologias Sociais da Gerando Falcões.

Mayara, que está à frente da ASMARA, destaca este ponto da transformação a partir dos insumos que existem em seu cotidiano. Ao estimular o empreendedorismo, segundo Mayara Lyra, pôde perceber como a mulher da periferia puxa toda a família e consegue transformar a realidade de sua família.

Estas ações que mostram e permitem autonomia são importantes para o contínuo impacto social. Tal como Eliane Dias coloca: “Sucesso é poder fazer aquilo que quer” e isso provém de iniciativas e contínuo trabalho de criação potencial que a favela tem, que precisa, cada vez mais ser olhado sem estas problemáticas preconceituosas e suas barreiras.

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Colunista

Guilherme Batista

Editor da HSM Management. Mestre em Comunicação e Processos culturais, com ênfase em Inteligência Artificial e Semiótica.

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