fb-embed

3 min de leitura

Burnout: a síndrome que tem atingido grande parte dos colaboradores no Brasil

Natália Fazenda

15 de Outubro

Compartilhar:
Artigo Burnout: a síndrome que tem atingido grande parte dos colaboradores no Brasil

Todo mundo, pelo menos uma vez na vida, já passou por um momento na carreira em que se sentiu totalmente desmotivado ao ter de se levantar da cama para enfrentar mais um dia de trabalho. Isso pode ser normal quando acontece um dia ou outro. Entretanto, se passar a ocorrer com mais frequência, praticamente todos os dias, e se os sintomas começarem como pequena desmotivação e avançarem para estresse e exaustão física total, é bom procurar um médico. Você pode estar sofrendo de burnout.

Esse esgotamento físico e emocional, em geral, é causado por estresse no ambiente de trabalho. Muitas vezes é confundido com depressão, porém, apesar de não o ser, pode desencadeá-la, se a pessoa não for tratada com urgência e da maneira correta.

O grande problema é que, assim como depressão, síndrome do pânico, crise de ansiedade e outras doenças psicológicas, burnout muitas vezes não é visto como doença — para algumas pessoas e empresas —, o que impede que a pessoa procure ajuda.

Entretanto, problemas associados à saúde mental no trabalho, além de levarem a uma queda da produtividade, resultam na perda de US$ 1 trilhão por ano no mundo todo, segundo a OMS. No Brasil, a depressão faz o país perder cerca de US$ 63,3 bilhões anualmente, atingindo a marca de segundo lugar no ranking em que o estresse no trabalho é considerado problema de saúde pública.

Segundo a Associação Internacional de Gestão de Estresse, estima-se que 32% dos profissionais brasileiros sofram com esse esgotamento no ambiente corporativo. Em 2016, a Previdência Social registrou 75,3 mil afastamentos por esse tipo de doença.

Como o RH deve agir com colaboradores que apresentam sintomas de burnout?

Segundo o dr. Wagner Gattaz, diretor do Laboratório de Neurociências, professor titular e presidente do conselho Diretor do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP: “Ainda se acredita muito que a doença mental não é uma doença em si, mas que é falta de caráter, falta de força de vontade, falta de capacidade de reagir”.

Para Gattaz, o profissional do RH tem grande importância não só para evitar que isso aconteça no ambiente de trabalho, como também para conseguir detectar os sintomas desse esgotamento em seus colaboradores.

“Os profissionais de Recursos Humanos não precisam diagnosticar seus colaboradores, isso é tarefa para um especialista, mas eles podem ser capacitados para detectar quando uma pessoa apresenta sinais de ansiedade, depressão e outros sintomas que caracterizam uma doença mental”, completa Gattaz.

Quando é a hora de mudar de empresa?

Um ambiente organizacional tóxico pode ser a causa de algumas doenças mentais. Por isso, hoje se fala tanto da importância de desenvolver um mindset de liderança transformador. Entender que os colaboradores precisam desse cuidado mental é essencial não só para o bem-estar deles, mas também para a produtividade de toda sua equipe.

“Numa instituição onde há muita gente com burnout, a produção diminui e os funcionários podem realizar a mesma atividade duas, três vezes por dia. O burnout é algo compartilhado, atinge grande massa do trabalho”, diz Ricardo Monezi, especialista em medicina comportamental da Unifesp.

Se você sente algum desses sintomas e percebe que sua empresa não está disposta a te auxiliar, nem a tornar o ambiente de trabalho um lugar mais leve e motivador, talvez seja melhor para sua saúde mental considerar trocar de empresa. Além de procurar tratamento com um profissional especializado.

Compartilhar:

Autoria

Natália Fazenda

Área de conteúdo da HSM

Artigos relacionados

Imagem de capa Blockchain e gestão pública: um match interessante

Transformação Digital

22 Abril | 2024

Blockchain e gestão pública: um match interessante

Você sabia que o uso de blockchain promove maior sustentabilidade e pode ajudar na redução do consumo de energia?

Matheus Laupman

5 min de leitura

Imagem de capa Desvendando o cérebro criativo

Gestão de pessoas

20 Abril | 2024

Desvendando o cérebro criativo

Neurociência e práticas de inovação caminham juntas para destravar o potencial criativo humano

Lilian Cruz e Andréa Dietrich

6 min de leitura

Imagem de capa Como capacitar os chefes para que eles sejam líderes?

Gestão de pessoas

17 Abril | 2024

Como capacitar os chefes para que eles sejam líderes?

A tríplice necessidade de capacitação aos líderes que todo chefe precisa aprender

Samir Iásbeck

3 min de leitura

Imagem de capa Como as estratégias de gestão podem reduzir os custos elevados dos reajustes anuais dos planos de saúde empresariais?

Gestão de pessoas

16 Abril | 2024

Como as estratégias de gestão podem reduzir os custos elevados dos reajustes anuais dos planos de saúde empresariais?

Entenda os impactos e estratégias para garantir a sustentabilidaded dos planos de saúde, que devem aumentar em até 25% neste ano.

Katia De Boer

5 min de leitura