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HSM MANAGEMENT
Edição 116 (maio/junho de 2016)

15 caminhos para aumentar a produtividade – O autor do best-seller Dobre Seus Lucros, Bob Fifer, e outros especialistas ensinam como sua organização pode fazer muito mais (e melhor) com menos

Direto ao Ponto

CONTAGEM REGRESSIVA COM MICHAEL WATKINS

Os Primeiros 90 dias na Crise: pequenas ações têm enorme impacto nesse período, segundo o especialista Michael Watkins.

Saiba:

  • Como os líderes devem agir sob a dupla pressão: recém-chegados e o ambiente tenso
  • Como gerenciar o medo de não ter desempenho à altura da expectativa ou de tropeçar
  • Qual erro mais comumente cometido pelo líder recém-chegado
  • Se dá para construir rápido uma equpe eficiente quando a empresa vive ondas de demissões
  • Se líderes há anos na mesma posição, na mesma empresa podem aplicar a técnica dos primeiros 90 dias para revitalizar sua carreira

 

Michael Watkins:

Professor de liderança e mudança organizacional do IMD, da Suíça, e presidente da Genesis Advisers. Foi professor de Harvard e do Insead. Autor de Os Primeiros 90 Dias (ed. HSM) – eleito pela The Economist “a bíblia do onboarding” – e Your Next Move: The Leader’s Guide to Navigating Major Career Transitions. A convite da HSM Educação Executiva, o especialista fará palestra no Fórum HSM de Liderança e Alta Performance, em maio, em São Paulo.

A EMPRESA DEVE AJUDAR SEUS LÍDERES A DORMIR BEM

Várias pesquisas já com­provaram que a falta de sono compromete a ca­pacidade de fazer julgamentos apurados. Agora, começa-se a olhar para os efeitos de noites maldormidas sobre os líderes empresariais especificamente e, por tabela, sobre os resultados financeiros das organizações. Embora muitos executivos não o admitam, noites maldormidas fazem grande diferença em seu desempenho e, consequentemente, prejudicam as empresas.

Estudo McKinsey sugere dez medidas que podem levar a uma melhor gestão do sono, contribuindo para assegurar lideranças mais eficientes.

UM NOVO DOCUMENTO GARANTE TRANSPARÊNCIA NAS DECISÕES DO BOARD

Muitos executivos ao redor do mundo acreditam que o con­selho de administração da em­presa tem como missão primordial pro­teger os interesses dos acionistas, que devem ser colocados acima de quais­quer outros.

Os acionistas cons­tituem apenas um dos públicos que devem ser levados em conta nas to­madas de decisão. Os demais são os chamados stakeholders, ou grupos de interesse, que incluem funcionários, clientes, fornecedores e entidades da sociedade civil.

Por conta disso, sugerimos que as em­presas passem a publicar anualmente um documento que intitulamos “Decla­ração de Públicos Significativos e Ques­tões Relevantes”, a fim de identificar com clareza seus grupos de interesse.

IMPRESSÃO 3D DARÁ IMPULSO À ECONOMIA CIRCULAR

Você conhece um aplicativo cujo uso seja tão valioso que, por si só, tenha sido decisivo para disseminar determinada tecno­logia? Assim foram as planilhas para disseminar os PCs e assim foram os e-mails para popularizar a internet. O mesmo deve se repetir com a eco­nomia circular; ela é o app matador para difundir a impressão 3D.

Esse é o raciocínio de Gregory Unruh, professor da George Mason University, da Virgínia, EUA. Ele vis­lumbrou um sistema de manufatura que funcione como a biosfera ter­restre, com três princípios.

Dossiê

PRODUTIVIDADE: COMO FAZER MAIS (E MELHOR) COM MENOS

Desorganização, retrabalho, perda não mensurada de tempo e esforço em obter recursos são apenas os sintomas leves da baixa produtividade das empresas brasileiras. Entre os piores estão a rejeição do consumidor e os prejuízos.Segundo o consultor Bob Fifer, autor de Dobre Seus Lucros, a crise é uma ótima oportunidade de atacar o problema e chegar a uma solução sustentável, e os líderes precisam aproveitá-la.

Neste Dossiê, além de Fifer, especialistas do Insper e das consultorias BCG, PwC, Deloitte e KPMG, entre outras, ensinam a fazer isso alavancando a eficiência organizacional, a eficiência operacional, a eficiência comercial e a eficiência de capital.

NUNCA DESPERCICE UMA BOA CRISE

A palavra “produtividade” entrou no vocabulário do brasileiro nos últimos cinco anos. Entre os diversos indicadores a considerar, o mais divulgado deles, que é a produtividade do trabalho, mostra núme­ros alarmantes. Segundo o The Conference Board, em le­vantamento de 2013, o trabalhador brasileiro tem só 17,2% da produtividade do norte-americano e cerca de metade da do argentino e da do mexicano (na América Latina, só sería­mos mais produtivos do que os vizinhos bolivianos).

O problema costuma ser atribuído, em coro, às deficiên­cias da educação brasileira e ao chamado custo Brasil – o conjunto de dificuldades estruturais, tributárias e econômi­cas que encarece qualquer investimento no País. Mas serão esses mesmos os culpados?

EFICIÊNCIA ORGANIZACIONAL COMEÇA POR DESBUROCRATIZAR

O Brasil é conhecido por sua intensa burocracia na es­fera pública. Costumamos reclamar dos impactos e das restrições impostas por essa ineficiência a nossa capacidade empreendedora, como leis trabalhistas complicadas ou sistema tributário incompreensível.

Porém, se olharmos para dentro de nossas empresas, en­contraremos também muita burocracia. Burocracia corporativa é um fenômeno amplo, que afeta empresas do mundo inteiro. Em nossa experiência, não é raro ver executivos desperdiçarem 40% de seu tempo em ativida­des de reporte e outros 30% em reuniões de coordenação rela­tivamente improdutivas. Ao final, apenas 30% do tempo está disponível para, de fato, gerenciarem suas equipes.

EFICIÊNCIA OPERACIONAL DEVE IR ALÉM DE CORTAR CUSTOS

É preciso pensar no longo prazo. Para um ganho real de eficiência operacional, essa é a regra de ouro que muitos costumam esquecer, segundo os especialistas ouvi­dos por HSM Management. André Duarte, professor e pesquisador do Insper com experiên­cia como executivo e consultor no tema, vai além: “O foco não pode ser só em reduzir custos, porque isso não necessariamente traz ganho de produti­vidade no longo prazo e pode haver uma solução melhor”. Esse tipo de foco faz a empresa errar, tomando medidas muitas vezes desnecessárias.

Cortar gastos e enxugar a folha de pagamento podem ser importantes, porém o planejamento estratégico e as ferramentas certas causam muito mais impacto.

EFICIÊNCIA COMERCIAL FAZ AGIR EM TRÊS FRONTS

Durante os anos dourados do ciclo das commodities, as empresas brasileiras se acostumaram a vender facil­mente, em uma dinâmica de apenas tomar os pedi­dos dos clientes em vez de, proativamente, procurar maneiras mais eficientes e eficazes de negociar seus produtos e serviços, garantindo a maximização das vendas com o míni­mo de custo possível. A nova realidade da economia brasileira exige uma nova postura, que não é apenas reduzir os preços e os investimentos em marketing e promoção.”

Quem faz essa análise é Javier Rodriguez, especialista da consultoria KPMG. A nova postura se traduz em eficiência comercial, em três fronts: maior eficiência do investimento de marketing, maior capacidade de venda e maior eficácia de preços.

EFICIÊNCIA DE CAPITAL LEVA A CRESCER

O cenário econômico brasileiro deteriorou-se rapidamente e é bastan­te preocupante, traduzindo-se em um período desafiador para as empresas. Neste momento, muitas delas estão adotando uma série de medidas para atravessar esta fase de turbulência, como revisão de seus projetos de investimento, cortes de despesas, renegociação de dívidas e gestão de sua capacidade de honrar seus compromissos no curto prazo.

Também as companhias bem-sucedidas devem aproveitar o período como uma oportunidade, pois não precisarão crescer a qualquer custo para acom­panhar o ritmo da economia e poderão rever suas estratégias e modelos de negócio, preparando-se melhor para um novo ciclo de expansão e saindo à frente dos concorrentes em um momento de retomada.

Nossa metodologia Fit for Growth, testada em inúmeras companhias no Brasil e no mundo, possibilita a captura de resultados sustentáveis no curto prazo e, ao mesmo tempo, mantém a capacidade de diferenciação das orga­nizações e seu potencial de emergir da crise ainda mais fortalecidas.

O LÍDER DEVE FOCAR LUCROS E CUSTOS

Em entrevista exclusiva, o consultor Bob Fifer, autor do best-seller Dobre Seus Lucros, compartilha sua receita para a maior produtividade possível; para ele, a liderança focada e firme é peça fundamental para a maximização dos lucros e a minimização dos custos.

Fifer, à frente de sua consultoria Fifer Associates, fez car­reira ajudando empresas a crescer e maximizar lucros – 20% das 500 maiores da Fortune são ou foram suas clientes. Há mais de 30 anos ele se dedica a formar líderes focados em oti­mizar seus negócios, reduzindo custos e melhorando resul­tados.

Nesta entrevista exclusiva, destaca suas principais pro­postas para aumentar a produtividade, que, sinteticamente, concentram-se em eliminar desperdícios, fazer ajustes com fornecedores e na precificação e motivar os colaboradores.

MERGULHE NA PRODUTIVIDADE

A busca por mais produtividade tem sido alvo da maioria das empresas. Por isso, há uma extensa quantidade de in­formações em livros, estudos, reporta­gens e vídeos.

Estratégia e Execução

POR QUE O TINDER É UM NEGÓCIO TÃO PROMISSOR

A mais famosa rede de namoro online da atualidade se diferencia por facilitar encontros no mundo real; seu fundador, Sean Rad, de 25 anos, voltou ao comando para ampliar esse poder, usá-lo em contextos diversos e fazê-la crescer.

Vale a leitura porque…

… você entende o que realmente é o Tinder – um negócio que materializa o espírito de nosso tempo e revela muito do comportamento dos consumidores.

… acompanha os planos de crescimento dessa empresa icônica.

… conscientiza-se da relevância da cultura organizacional, tão grande que o fundador precisou voltar a ser o CEO.

O QUE A AMAZON QUER COM O VAREJO FÍSICO

No início de fevereiro, San­deep Mathrani, CEO da General Growth Properties (GGP), empresa de Chicago, Estados Unidos, especializa­da em imóveis para o varejo, disse que a gigante do vare­jo online Amazon planejava abrir centenas de lojas físi­cas. A novidade acionou o gatilho de uma série de espe­culações. Estaria a empresa que fez tanto dinheiro na in­ternet ameaçando o modelo de lojas físicas revendo sua estratégia de negócios?

De acordo com Amanda Ni­cholson, professora de práticas do varejo da Whitman School of Management, da Syracu­se University, no estado de Nova York, “a Amazon pode estar tentando criar um tipo diferente de loja: uma unida­de de varejo físico que utilize tecnologia e capacidade ana­lítica”. Ela observa que a em­presa conta com uma cadeia de valor extraordinária e que “construiu seu nome em cima de como fazer com que as coi­sas chegassem até nós, consu­midores, de modo bem barato e muito rapidamente”.

COLUNA

O PODER DA ESTRATÉGIA COM MÉTODO

A tentação de focar o curto prazo em um mundo instável é cada vez maior nas empresas brasileiras; esse é um erro gigantesco, contudo, e deve ser corrigido com um processo de três passos

Liderança e Pessoas

AS 100 MELHORES EMPRESAS PARA TRABALHAR NA AMÉRICA LATINA 2016

Estudo GPTW revela que a comunicação pavimenta o caminho para uma competitividade sólida e uma empresa desejada por todos

Vale a leitura porque…

… você faz um benchmarking de gestão de pessoas não só com empresas brasileiras, mas também com latino-americanas, identificando iniciativas de maior impacto – este ano, por exemplo, destaca-se a comunicação.

… conhece exemplos reais das cinco dimensões-chave da gestão de pessoas sob a ótica dos colaboradores (investigadas no trust index, parte do método GPTW em que funcionários respondem a um questionário): credibilidade dos líderes, respeito, imparcialidade, camaradagem e orgulho.

… aprende quais são as práticas culturais mais impactantes (avaliadas na auditoria integrante do método), como inspiração dos funcionários, fala e escuta, desenvolvimento, celebração etc.

AS EMPRESAS COMO PLATAFORMAS DE NEGÓCIOS

Julho de 1960. É publicado na Harvard Business Review um arti­go que revolucionará a forma como os negócios são encara­dos: Miopia em Marketing. Seu autor, Theodore Levitt, pro­põe uma mudança-chave a res­peito da principal função da companhia, com a migração de sua orientação do bem pro­duzido para o cliente. Pela pri­meira vez, as empresas questio­nam em que negócio realmente estão. O clássico exemplo da decadência das ferrovias sintetiza o pensamento: o setor ruiu não porque surgiu a indústria auto­mobilística, mas porque as em­presas estabelecidas, cegadas pelo sucesso e autocentradas, não entenderam que não esta­

Para competirem através do inesperado, as empresas da nova era têm de evoluir como plataformas de negócios, tendo como foco seus clientes e alinhando-os a suas competências essenciais

COLUNA

COMPROMETIMENTO É A CHAVE PARA ABRIR AS PORTAS DO MERCADO

As empresas sempre querem pessoas competentes e com potencial, mas o que faz diferença, especialmente na crise, é o compromisso

Empreendedorismo

A CAUSA QUE INSPIRA A AIRBNB A CRESCER

O CEO millennial da empresa, Brian Chesky, busca expandir seus negócios fortalecendo o relacionamento com seus anfitriões como se fosse um culto; a proposta é construir um diferencial sustentável e não continuar competindo com base em preço

Vale a leitura porque…

… é interessante acompanhar como o Airbnb vem modelando seus negócios em torno de uma causa: agora coloca os anfitriões em primeiro lugar e os hóspedes em segundo.

… o CEO da empresa, Brian Chesky, é um gestor típico da geração Y, aos 34 anos de idade; é importante entender seu diferente olhar sobre os negócios.

… o Airbnb é um negócio que ganhará todos os holofotes na Olimpíada do Rio e que se vê desafiado por um “cisne negro” como o terrorismo.

COLUNA

SUA EMPRESA ESTÁ PREPARADA PARA O NOVO MUNDO?

A crise total está chegando a todas as áreas da produção humana, com o surgimento de um novo consumidor; os negócios precisarão mudar

A ERA BITCOIN? NÃO, DO BLOCKCHAIN

O bitcoin como moeda ou meio de pagamento não é o que está mais seduzindo o mercado. O verdadeiro ovo de Co­lombo do bitcoin está na tecno­logia em que ele se baseia, cha­mada blockchain.

O guru de inovação Don Tapscott está lançando em maio o livro The Blockchain Revolution para explicar o que chama de “arquitetura do futuro”. Ele diz: “Os desenvolvedores estão tra­balhando com o blockchain como a alternativa ao mercado de ações, à auditoria, ao Facebook, ao Uber; é extraordinário”.

O blockchain pode revolucionar o modo como fazemos contra­tos, transações, vendas de ativos, empréstimos e qualquer relação entre duas partes que necessite de um terceiro para atestar que ambas são idôneas e que o acor­do foi cumprido.

COLUNA

QUEM INSPIRA VOCÊ: A VELHA OU A NOVA ECONOMIA

O maior aprendizado de um gestor é deixar de ver as velhas empresas como sua principal fonte de inspiração

Ética e Sustentabilidade

UM MUNDO SEM TRABALHO

Durante séculos, especialistas predisseram que máquinas tornariam os trabalhadores obsoletos. Esse momento pode estar finalmente chegando. Será bom? Vale pensar sobre três cenários de futuro e a reinvenção dos papéis institucionais

Vale a leitura porque…

… agora a substituição de pessoas por máquinas no trabalho é inegável e irreversível. Em 1964, a AT&T valia US$ 267 bilhões e empregava 758.611 pessoas; hoje, o Google vale US$ 370 bilhões e conta com 55 mil funcionários.

… as implicações disso são imensas, indo desde a perda de consumidores até a mudança do papel do governo.

… vale pensar sobre um mundo que ficará mais parecido com o século 19.

COLUNA

O QUE APRENDEMOS COM A GESTÃO DE CRISE DA SAMARCO

Não estar preparada para cisnes negros, ter a arrogância do controle, não transmitir arrependimento e humildade na comunicação e a indecisão do CEO podem ter sido os principais erros da empresa, que custarão caro a sua reputação

COLUNA

SUPPLY CHAIN: NENHUMA CORRENTE É MAIS FORTE QUE SEU ELO MAIS FRACO

Para manter sua cadeia de fornecimento competitiva nessa rota de mudanças, é preciso inovar em sua gestão, com integração de informações, eficiência operacional e desenvolvimento de gestão